Biblioteca da Faculdade CDL

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

4 lições de inovação de Charles Darwin

20/04/2017 - 07H10 - ATUALIZADA ÀS 07H10 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Para chegar à inovação, é preciso explorar primeiro

O NATURALISTA INGLÊS CHARLES DARWIN, AUTOR DA TEORIA DA EVOLUÇÃO 
(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS/WIKIPEDIA)

Muita gente acredita que o naturalista inglês Charles Darwin foi o criador do conceito de evolução. Não foi. Muitos pesquisadores já defendiam a ideia de evolução das espécies, como Jean-Baptiste Lamarck. A diferença? Darwin foi o primeiro a apresentar uma hipótese que funcionava.

Hoje, a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin é usada nos mais diversos campos. Além de medicina, em que tem grande influência, algoritmos baseados no trabalho do naturalista são usados em setores como logística e engenharia. De acordo com Pedro Domingos em The Master Algorithm, os escritos de Darwin oferecem contribuições significativas até para inteligência artificial. 

Não há dúvida de que Darwin é um dos cientistas mais influentes da história humana. Mais de 150 anos após a publicação de A origem das Espécies, seus escritos são vistos como uma poderosa ferramenta científica – que não se limita ao produto do trabalho. O processo de inovação de Darwin é uma fonte de aprendizado para todos nós, de acordo com reportagem de Greg Satell para a Inc.

Veja a seguir o que faz de Darwin uma figura essencial ainda hoje.

1. O valor da exploração
Quando as pessoas pensam em inovação, é comum que pensem em agilidade e empreendedorismo. Jovens profissionais conseguem emprego em uma startup pensando em aprender os mecanismos do negócio, falhar “rápido e barato” e chegar ao sucesso. Se não der certo, é só partir para a próxima startup.

Charles Darwin tomou um caminho diferente. Estudante medíocre, mas com uma paixão por geologia e biologia, ele assinou um contrato como naturalista a bordo do HMS Beagle, em 1831. Foram cinco anos explorando a América do Sul e região do Pacífico. Durante esse período, ele fez observações que o levaram a criar seu trabalho mais famoso, A Origem das Espécies.

As primeiras descobertas de Darwin foram geológicas. Ele encontrou conchas marinhas em rochas a 4 mil metros de altitude, o que ajudaria a comprovar a teoria, que apenas emergia naquele momento, de que a Terra havia se formado durante milhões de anos. Hoje nós aceitamos essa ideia com naturalidade, mas no início do século XIX, era um pensamento bem radical.

Darwin identificou uma incrível diversidade de vida vegetal e animal. Para alguém que nunca tinha saído da Inglaterra, perceber como ilhas e atóis haviam gerado espécies completamente diferentes de plantas e animais foi uma revelação. Foram as observações feitas por Darwin nessa viagem que o levaram a escrever sua famosa teoria.

2. Inovação é combinação
As experiências de Darwin em sua jornada no Beagle não se limitaram a observações superficiais. A bordo do navio e também em terra, ele tinha muito tempo para ler. Um livro que o influenciou foi Princípios da Geologia, de Charles Lyell, que descreve a nova teoria que ajudou Darwin a interpretar suas observações de conchas no alto das montanhas.

De volta à Inglaterra, ele se deparou com um ensaio de Thomas Malthus, que descrevia como populações cresciam mais rapidamente do que os meios para sustentá-las. Foi esse escrito que lhe forneceu a peça final para o quebra-cabeças que se tornaria a teoria da seleção natural das espécies.

Se, como Lyell sugere, o mundo estava mudando constantemente e, como Malthus havia mostrado, os organismos vivos se proliferavam em maior número do que os meios para sustentá-los, então lhe parecia óbvio que havia uma competição constante por sobrevivência. Sob estas condições, características que beneficiassem um indivíduo e lhe permitissem sobreviver em um determinado ambiente poderiam ser passadas adiante por reprodução e aquelas que prejudicassem a sobrevivência, iriam desaparecer com o tempo.

A teoria de Darwin, portanto, combinava as ideias de Lyell sobre geologia, as observações a respeito de população feitas por Malthus e sua própria viagem exploratória, meticulosamente documentada. Sem esses três elementos, é praticamente impossível que ele tivesse chegado às mesmas conclusões.

3. Nenhuma teoria é perfeita
A teoria de Darwin tornou-se uma das mais influentes na história da ciência. Ainda assim, não era perfeita. Ele não conseguiu explicar de que maneira acontecia a diferenciação das espécies. Para ele, toda a vida havia se originado e evoluído através da acumulação gradual sucessiva de mutações fortuitas.

Curiosamente, foi um monge austríaco chamado Gregor Mendel que descobriu a chave para o enigma hereditário em 1865, pouco depois de Darwin publicar A origem das Espécies. Infelizmente, os dois nunca chegaram a ver o trabalho do outro.

A teoria de Darwin permaneceu incompleta por aproximadamente 50 anos até que os cientistas descobriram as mesmas regras da genética na publicação de Mendel. O que consideramos a teoria de Darwin hoje é a combinação do trabalho dos dois homens.

4. Assuntos complexos podem ser vistos por partes
Quando Darwin era vivo, a maioria das pessoas nascia, vivia e morria dentro da mesma região, tendo como seu “mundo” uma área que poderia ser definida em alguns quilômetros quadrados. Quase um terço dos homens e mulheres não era capaz de ler e mesmo os alfabetizados dificilmente tinham dinheiro para comprar livros.

A ideia de milhões de espécies lutando para sobreviver em um meio ambiente mutante extrapolava a imaginação das pessoas comuns. Foi apenas quando Darwin se lançou ao desconhecido que esse mistério passou a tomar forma. E só aconteceu porque o naturalista inglês anotava todas as formas de vida que encontrava nos menores detalhes.

Hoje, como Sam Arbesman descreve em seu livro Overcomplicated, uma boa parte da complexidade que vivemos vem de nossa própria criação. Poucos especialistas em tecnologia entendem mais do que um ou dois aspectos dos sistemas de computadores, assim como o advogado mais prestigiado admite domínio absoluto de uma fração do código legal.

Arbesman sugere que abordemos o problema da complexidade dos tempos modernos da mesma forma que Darwin, ao catalogar e documentar pedaços de ecossistemas na esperança de que, ao fazer isso, uma teoria mais completa possa surgir, assim como o trabalho de Mendel combinado ao de Darwin nos ajuda a entender a evolução das espécies.

A verdade é que inovação requer exploração. Como a viagem de Charles Darwin a bordo do Beagle, não somos capazes de “adivinhar” o que vamos encontrar de antemão. A única certeza é que não vamos aprender nada, se ficarmos parados no mesmo lugar.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Que líder você precisa para comandar a transformação digital do seu negócio?


Neste período que tenho passado aqui no MIT, venho refletindo sobre como as profundas transformações trazidas pelo desenvolvimento da indústria de software irão demandar cada vez mais o nascimento de uma nova geração de líderes com habilidades para cruzar a ponte entre a revolução industrial e a revolução digital.
Se na revolução industrial o líder era avaliado pela sua capacidade de inventar e ter visão para comandar numa hierarquia top-down; na revolução digital, já emergente em frenética velocidade, o líder que encara o desafio de comandar um negócio sustentado pela contínua transformação deve reunir habilidades para uma gestão bottom-up, associando sensemaking e relacionamento para engajar talentos, compartilhar conhecimento, analisar e interpretar dados que permitam o despertar da inovação de qualquer departamento da organização.
Há alguns dias cumpri uma excitante agenda de visitas no Vale do Silício a empresas que tem grande foco na Digital Transformation, o que me levou a pensar no tema deste artigo – qual o perfil do líder que as empresas precisam para comandar a transformação digital?
A General Electric fez parte do roteiro e nem precisa dizer o quão impactante é desvendar, ainda que por poucas horas, o universo de uma companhia que atravessou mais de um século sem perder o compasso da inovação e a liderança de mercado.
Apenas para uma rápida contextualização histórica, a GE foi fundada em 1878 por Thomas Alva Edison (sim, ele, o inventor da lâmpada incandescente elétrica, o primeiro produto da empresa), com a razão social Edison Electric Light Company. Em 1892, a JP Morgan, que já era dona da empresa, fez uma fusão com a Thomson-Houston Company e a batizou de General Electric Company.
Como a GE, que nasceu no século XIX, consegue se manter inovadora?
Meu grupo foi recebido pelo simpático David Bartlett, CTO da GE, que nos embeveceu com um fantástico relato sobre como a companhia está construindo o futuro da revolução digital. Nesta direção, a GE Digital desenvolveu o Predix, primeira plataforma para indústrias baseada em cloud, que estabeleceu uma nova forma das pessoas se conectarem com seus dados, equipamentos e máquinas, trazendo a Internet das Coisas para realidade e transformando digitalmente negócios de indústrias tão distintas como aviação, automotiva, transporte, saúde, química, comidas e bebidas.
Concebida antes mesmo da invenção da lâmpada, a GE desenvolveu talentos e um mindset voltado para inovação, estimulando seu time a ser incansável em oferecer aos seus clientes as ferramentas que precisam para ingressar na era digital e estruturar negócios disruptivos.
E qual o perfil do novo líder?
Seja em uma empresa que está passando pela transformação ou naquela já concebida com DNA digital, há um óbvio sinal de que já não cabe mais a existência de líderes temidos que exercem seu poder de forma autocrática e não conquistam seus times pela admiração, como mentores que iluminam o caminho para que todos possam ser inovadores.
O novo líder deve reunir, de acordo com o relatório ‘Global Human Capital Trends 2017’, da consultoria Deloitte, habilidades distintas, como “construir times, manter as pessoas conectadas e engajadas e conduzir uma cultura de inovação, tolerância ao risco e desenvolvimento contínuo”. Em suma, como já sublinhei, deve associar habilidades como sensemaking e relacionamento
Cabe abrir parênteses, a mudança do drive de negócios para o digital ganhará nuances ainda mais intensas com a adoção de tecnologias que irão certamente causar grande impacto nos modelos de trabalho e nas próprias funções hoje exercidas pelos colaboradores.
O avanço da Internet das Coisas, da robótica, da inteligência artificial e do machine learning, apenas para citar algumas tendências, irão trazer desafios para o capital humano em que irão se destacar os talentos com capacidade de criar, inovar e desenvolver negócios, exigindo que o líder passe a ter um perfil muito mais de retaguarda para, dos bastidores, estruturar um ambiente colaborativo onde todos, inclusive e principalmente os millennials, possam participar ativamente e contribuir para transformação digital.
Diversas pesquisas mostram que a revolução dos bits não é mais uma tendência; é uma urgência, especialmente para empresas que ainda não iniciaram a travessia e estão alicerçadas em modelos arcaicos e com legados de décadas que tornam ainda mais difícil o ingresso nos novos tempos.
Uma delas, encomendada pela ChristianSteven Software para GITNS com mais de 500 executivos de alto escalão dos Estados Unidos e Europa, mostrou que dois terços (65%) acreditam que 40% das Fortune 500 companies não existirão em 10 anos. Mais ainda: 53% confessaram estar preocupados com a competição vinda de negócios disruptivos. Um número representativo, 91%, afirmaram ser otimistas com o futuro da tecnologia em suas organizações.
A empresa de análise 451 Research mostra em seu recente estudo que ainda há um longo caminho pela frente, mas que a transposição para o digital já está em curso. Menos de um quarto (22%) das empresas informaram ter uma estratégia bem definida, 36% estão considerando ou planejando e 29% não têm nenhuma estratégia.
Tecnologia não supera capital humano
Para a organização se tornar competitiva na era dos negócios digitais, o relatório da Deloitte toca em outro ponto crucial – a tecnologia é criticamente importante, mas o capital humano continua indispensável e é essencial entender a necessidade de passar a liderar de forma mais horizontal, trabalhando junto com o time e sendo capaz de estruturar rapidamente novos modelos.
Afinal, a tecnologia trouxe a reboque uma demanda cada vez maior de acelerar o ‘time to market’ e somente com líderes com habilidades interdisciplinares, times engajados, antenados e com sede de inovação será possível sair na frente da concorrência.
Legítima representante da cultura organizacional do Vale do Silício, a Amazon foi apontada pela revista Fast Company como a empresa mais inovadora de 2017 e se mantem no topo da curva da inovação empoderando seus colaboradores e os estimulando a tomar e compartilhar decisões, um estilo de liderança também seguida pelo Google, Uber e Apple, que completam as primeiras posições do ranking de inovação.
Nestas organizações, os líderes privilegiam uma estrutura mais horizontal, aberta a riscos, onde para ganhar o jogo é permitido errar, corrigir e aprender em um ciclo interminável de inovação. Em um ambiente sem hierarquias, o líder é um guru de times multidisciplinares que seguem o propósito de inventar produtos e serviços que os consumidores ainda sequer sabe que irão se tornar tão indispensáveis quanto a lâmpada elétrica. E, numa liderança bottom-up, uma boa ideia pode vir de qualquer lugar.
Uma dica? Aposte nos Millennials.
Para colocar seu negócio na estrada digital e da inovação, a primeira providência é reconhecer que já não se fazem mais líderes como antigamente.
Montar times interdisciplinares dando vez e voz aos millennials certamente irá acelerar sua jornada rumo à digitalização. O relatório da Deloitte reforça esta necessidade, com 28% dos nativos digitais alegando que as empresas ainda não tiram toda vantagem que poderiam de suas habilidades.
Para comandar esta viagem rumo ao desconhecido, seu negócio precisa de mais líderes e menos chefes. Se na revolução industrial as corporações eram operadas por estruturas hierárquicas engessadas e opressoras, na revolução digital, vale repetir, o líder exerce não um papel de chefe, mas de mentor, um maestro que compartilha com sua orquestra os aplausos e as decisões estratégicas para criar modelos disruptivos.
Jeff Bezos, CEO da Amazon, reforça a receita para o novo líder: assumir riscos. “Se você quer ser inventivo, tem que estar disposto a cair”. E na primeira carta aos acionistas, em 1997, já alertava: “Este é o primeiro dia da Internet. Ainda temos muito a aprender”. Jeff Immelt, CEO da GE, também liga o despertador: “Se você foi para cama na noite passada como uma empresa industrial, você irá acordar esta manhã como uma empresa de software e analytics”.

E você? Está pronto para ser um líder para comandar a transformação digital do seu negócio ou continuará estagnado como um chefe da velha economia?
 Fonte: Isto é Dinheiro

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aplicação da Matemática Fnanceira

Na última quarta-feira (12), recebemos a turma de Gestão Comercial do Prof. Randal, que proporcionou aos alunos uma aula diferente da disciplina de Matemática Financeira. 

O Professor trouxe a Consultora Alane Araújo, da X7 Consultoria Financeira, para falar de educação financeira, investimentos, orçamento doméstico, compras em cartão de crédito, consumo saudável, enfim, aplicação da matemática financeira em geral, como forma de melhorar a vida econômico-financeira das pessoas e das empresas.

Trazer um profissional para falar da teoria aplicada ao dia a dia é um dos compromissos firmados com a disciplina, para colocar o aluno mais próximo da prática, comentou o Professor na abertura da aula, apresentando a Consultora, que explanou bastante o assunto e respondeu às dúvidas e curiosidades dos alunos, durante a aula. 







  
Biblioteca

quarta-feira, 12 de abril de 2017

TERCEIRIZAÇÃO: UM PASSO RUMO À MODERNIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO
















A sanção do Projeto de Lei nº 4.302/98, que regulamenta a terceirização, imprimirá novos rumos ao mercado de trabalho nacional e à modernização das relações entre empregado e empregador. Os principais conceitos que marcam essa nova etapa fundamental para a retomada econômica tão necessária para o país são especialização e desburocratização. No segmento varejista, o resultado é a geração de novos postos de trabalho.

No setor de comércio e serviços, a visão sempre foi muito nítida quanto ao poder de empregabilidade trazido junto com a aprovação da terceirização, que está no bojo da grande Reforma Trabalhista. Com a demanda crescente por especialização no mercado de trabalho, a tendência é que as empresas terceirizadas continuem se especializando cada vez mais e agreguem eficiência às pessoas jurídicas que contratam.

Esse movimento enseja, a médio e longo prazo, um aumento na produtividade, permitindo, inclusive, a elevação dos salários sem gerar inflação. Esse modelo já é consolidado em países desenvolvidos onde o aumento da produtividade acompanha o crescimento salarial.

As polêmicas geradas quanto à perda de direitos trabalhistas também são desconstruídas com a sanção da lei, em 31 de março. O texto aprovado garante o cumprimento de todos os direitos trabalhistas impostos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) como o recolhimento do FGTS e INSS, férias e 13º salário. O cumprimento das obrigações trabalhistas continuará encontrando respaldo no Ministério Público do Trabalho (MPT) e Justiça do Trabalho.

A garantia é ainda mais clara visto que as empresas contratantes também serão responsabilizadas secundariamente, quando no caso de falência das empresas contratadas, elas deverão cumprir as obrigações. Além disso, as pessoas jurídicas que contratam devem garantir as condições de higiene, segurança e salubridade do trabalhador. A contratante poderá oferecer ainda o mesmo atendimento médico ou de refeição prestado aos empregados.

A configuração de competitividade presente no mercado de trabalho e no mundo corporativo caminha em uma direção onde não cabem retrocessos. Assim, a aprovação da Reforma Trabalhista se torna cada vez mais urgente em direção a um novo modelo nas relações de trabalho mais adequados a realidade contemporânea.

A terceirização melhora o ambiente de negócios, caminha na direção das previsões da retomada da economia e confere segurança jurídica a um modelo que já vem sendo praticado não só no Brasil, mas em vários países.

Jornal O POVO – 12/04/2017
Honório Pinheiro
presidente@cndl.org.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

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